O Santo Sacrifício

Salve Maria,

Olhando o Blog da Sociedade dos Servos da Eucaristia, achei essa postagem não somente interessante, mas muito útil para todos.

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Tendo Jesus substituído todos os sacrifícios da antiga lei pelo sacrifício da Missa, encerrou neste todas as intenções e todos os frutos daqueles do passado.

Conforme as leis recebidas de Deus, os judeus ofereciam sacrifícios com quatro finalidades: para reconhecer o seu supremo domínio sobre todas as criaturas; para agradecer-lhe os seus dons; para suplicar-lhe para que seguisse concedendo-lhes os mesmos e para aplacar a sua ira provocada pelos pecados cometidos. Tudo isso Jesus o faz, e de um modo mais perfeito, pois em lugar de touros e carneiros se oferece Ele mesmo, filho de Deus e Deus como seu Pai.

Adora, portanto, ao seu Pai; por todos os homens, cujo primogênito é, reconhece que Dele vem toda a vida e todo o bem; que somente Ele merece viver, e tudo quanto é somente por Ele pode existir; e oferece a sua vida para protestar, já que tudo provem de Deus, de tudo Ele pode dispor livre e absolutamente.

Como Hóstia de celebração, dá graças ao seu Pai por todas as graças que Lhe concedeu e, através Dele, a todos os homens; se faz nossa perpétua ação de graças.

É vítima do sacrifício, pedindo perdão sem cessar pelos pecados que continuamente se renovam, e deseja associar ao homem a sua própria reparação, unindo-lhe na oferenda. Finalmente, é o nosso advogado, que intercede por nós com lágrimas e gemidos dilacerantes, e cujo sangue clama por misericórdia.

Assistir à Santa Missa é unir-se a Jesus Cristo; é, portanto, para nós o ato mais edificante.

Nela recebemos as graças do arrependimento e da justificativa, assim como a ajuda para evitar as recaídas.

Nela encontramos o soberano meio de praticar a caridade para com os demais, aplicando-lhes, já não os nossos escassos méritos, mas os infinitos de Jesus Cristo, as imensas riquezas que Ele põe a nossa disposição. Nela defendemos com eficiência a causa das almas do purgatório e conseguimos a conversão dos pecadores.

A Missa é para o céu inteiro um motivo de alegria produzindo um aumento de glória exterior nos santos.

O melhor meio de assistir a Santa Missa é nos unirmos a angustia da vítima. Façam como ela. Ofereçam-se como ela, com a mesma intenção que ela, e a sua oferenda será assim enobrecida e purificada, sendo digna de que Deus a olhe com complacência, principalmente quando esta se une a oferenda de Jesus Cristo. Caminhem ao Calvário assim como Jesus Cristo caminhou, meditando sobre as circunstâncias de sua paixão e morte.

Mas, acima de tudo, unam-se ao sacrifício, comendo junto com o sacerdote a sua parte da vítima. Assim a Missa alcança a sua plenitude e corresponde plenamente aos desígnios de Jesus Cristo.

Ah! Se as almas do purgatório pudessem voltar a este mundo, o que não fariam para assistir a uma só missa! Se vocês mesmos pudessem compreender a sua excelência, suas vantagens e seus frutos, não deixariam de participar dela um só dia.

São Pedro Julião Eymard
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Nota de falecimento: Dom Eugênio Sales


O cardeal do Rio de Janeiro Dom Eugenio de Araújo Sales, arcebispo emérito do Rio, morreu na noite desta segunda-feira, por volta de 23h30m, no Rio de Janeiro. Segundo a Arquidiocese, ele morreu em casa, no Sumaré, de causas naturais. O religioso, que tinha 91 anos, será velado a partir da manhã de terça-feira na Catedral, onde deverá ser enterrado.

A Arquidiocese informou, ainda, que a rotina de Dom Eugênio nos últimos dias era apenas de ficar no quarto e no gabinete, onde lia muitos jornais e assistia à TV. Ele não teria nenhuma doença específica.

Requiem æternam dona eis, Domine: et lux perpetua luceat eis.


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Nascido em 8 de novembro de 1920, em Acari (RN), o cardeal teve o nome entre os candidatos a Papa depois da morte de João Paulo I. Conhecido como o homem do Vaticano no Brasil durante os 30 anos em que esteve à frente da Arquidiocese do Rio, o cardeal continuou sendo querido pelo Papa, mesmo afastado das funções eclesiásticas no estado fazia quase uma década. O arcebispo emérito do Rio chegou a ser surpreendido, às vésperas de completar 90 anos, por uma carta de felicitações assinada por Bento XVI. Para Dom Eugenio, o documento não foi sinal de prestígio, mas o reconhecimento de uma vida dedicada à fé.

Em 67 anos de vida dedicada à Igreja, o cardeal foi rotulado tanto como líder conservador quanto "bispo vermelho", por ter, no início do sacerdócio, ajudado a criar os primeiros sindicatos rurais no Rio Grande do Norte. Um capítulo importante da vida de Dom Eugenio remonta à ditadura, quando atuou de maneira silenciosa, abrigando no Rio mais de quatro mil pessoas perseguidas pelos regimes militares do Cone Sul, entre 1976 e 1982, especialmente argentinos. A história da participação sem alarde do arcebispo foi contada, 30 anos depois, pelos principais meios de comunicação. Discretamente, o cardeal cultivava delicadas relações com os militares e ajudou a salvar vidas.

Para dar conta de tanto pedidos, autorizou o aluguel de quartos e depois apartamentos. A ajuda incluía dinheiro para gastos pessoais, assistência médica e auxílio jurídico. Em entrevista ao GLOBO em 2008, Dom Eugenio contou por que agiu nos bastidores:

— Se eu anunciasse o que estava fazendo, não tinha chance. Muitos não concordavam, mas eu preferia dialogar e salvar — disse. — Eu não tinha nem nunca tive interesse em divulgar nada disso. Queria que as coisas funcionassem, e o caminho naquele momento era esse, o caminho de não pisar no pé (do governo).

Em entrevista ao GLOBO em 2010, vestido de preto, com um crucifixo de prata no pescoço, o homem que organizou as duas visitas do Papa João Paulo II ao país, em 1980 e 1987, respondeu a todas as perguntas com serenidade, mas fez questão de deixar claro que estava cansado do assédio por conta das comemorações do seu 10º aniversário:

— Eu já estou cansado, às vezes minha memória falha. Mas faço questão de receber os jornalistas. Nada no mundo funciona sem a comunicação. Ela é fundamental para difusão do Evangelho. Eu levei isso muito a sério na minha vida religiosa, instalei rádios, escrevi em jornais, dei muitas entrevistas para TV. Quando eu não podia ir ao local, eu chegava às pessoas pelos meios de comunicação.

Além de ter ser considerado um bom articulador e um defensor incansável da doutrina católica, Dom Eugenio era citado como grande empreendedor. Ao assumir a Arquidiocese, na década de 70, mandou construir nos fundos do Palácio São Joaquim um prédio de dez andares para reunir num só lugar serviços da Igreja espalhados pela cidade. Também criou dezenas de pastorais, entre elas a Pastoral Penal, a das Favelas e a do Menor.

Dom Eugenio passou parte da infância no sertão nordestino. A vocação para o sacerdócio surgiu no início dos anos 30, após ser matriculado em colégio marista de Natal. Antes de optar pela Igreja, pensou em ser engenheiro agrônomo. Foi ordenado em 21 de novembro de 1943.
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Reforma da Reforma em MG

Salve Maria,

Estava visitando um Blog irmão (Salvem a Liturgia) e vi uma postagem que mostra fotos da Semana Santa em Campanha/MG, revestida da "Reforma da Reforma" com belos paramentos e mais sacralidade e devoção do que grande parte dos Católicos estão acostumados. Nota-se a beleza e o capricho dos paramentos usados: bispo de vestes corais; padres de casula, de pluvial, de vestes corais com mozeta, de paramentos pretos, de batina, frades de hábito. Incenso, imagens veladas, procissões tradicionais. Reforma da reforma em ação nas Minas Gerais. Seguem algumas fotos.

 

 

 

  

  


Fiquemos com Deus.
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História da Solenidade de Corpus Christi

Salve Maria caros leitores,

Segue abaixo a história do surgimento da festa de Corpus Christi. É importante conhecermos um pouco sobre esta grande Solenidade.

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No final do século XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico cujo centro foi a Abadia de Cornillon, fundada em 1124 pelo Bispo Albero. Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como por exemplo a Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante sua elevação na Missa e a festa do Corpus Christi.

Santa Juliana de Mont Cornillon, naquela época priora da Abadia, foi a enviada de Deus para propiciar esta Festa. A santa nasceu em Retines, perto de Liège, Bélgica, em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas freiras Agostinianas em Mont Cornillon. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das monjas Cistercienses, em Fosses, e foi enterrada em Villiers.

Desde jovem, Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que ela teve da Igreja, sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade.

Juliana comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, o então bispo de Lieja, a Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos, e a Jacques Pantaleón, nessa época arquidiácono de Lieja e mais tarde Papa Urbano IV.

Dom Vitório Pavanello celebrando sua última Missa de
Cospus Christi como Arcebispo de Campo Grande.
O bispo ficou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, convocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte. Ao mesmo tempo, o Papa ordenou que um monge, de nome João, escrevesse o ofício para essa ocasião. O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do ofício.

Dom Roberto não viveu para ver a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte na quinta-feira posterior à festa da Santíssima Trindade. Mais tarde um bispo alemão conheceu esse costume e o estendeu por toda a atual Alemanha.

Naquela época, o Papa Urbano IV tinha sua corte em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto dessa localidade fica a cidade de Bolsena, onde em 1263 (ou 1264) aconteceu o famoso Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração da hóstia fosse algo real. No momento de partir a Sagrada Hóstia, viu sair dela sangue, que empapou o corporal (pequeno pano onde se apóiam o cálice e a patena durante a Missa). A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conserva o corporal, em Orvieto, onde também se pode ver a pedra do altar de Bolsena, manchada de sangue.

O Santo Padre, movido pelo prodígio, e por petição de vários bispos, fez com que a festa do Corpus Christi se estendesse por toda a Igreja por meio da bula “Transiturus”, de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes, e outorgando muitas indulgências a todos que assistirem a Santa Missa e o ofício nesse dia.

Em seguida, segundo alguns biógrafos, o Papa Urbano IV encarregou de escrever um ofício – o texto da liturgia – a São Boa-ventura e também a Santo Tomás de Aquino. Quando o Pontífice começou a ler, em voz alta, o ofício feito por Santo Tomás, São Boa-ventura o achou tão bom que foi rasgando o seu em pedaços, para não concorrer com o de São Tomás de Aquino.

A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 foi promulgada uma recompilação das leis – por João XXII – e assim a festa foi estendida a toda a Igreja.

Procissão da mesma Missa citada na foto acima.
Acontecida no ano de 2011.
Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.

A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms a adoptaram em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra foi introduzida, a partir da Bélgica, entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e nos outros países a solenidade era celebrada no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade.

Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptos, melquitas e rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.

Finalmente, o Concílio de Trento declarou que, muito piedosa e religiosamente, foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, em determinado dia festivo, seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Dessa forma, os cristãos expressam sua gratidão por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo qual se faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

No Brasil, a festa foi instituída em 1961. A tradição de enfeitar as ruas com tapetes ornamentados originou-se em Ouro Preto, Minas Gerais e a prática foi adotada em diversas dioceses do território nacional. A celebração de Corpus Christi consta da santa missa, da procissão e da adoração do Santíssimo. Lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento, esse povo foi alimentado com o maná no deserto e hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo. Durante a missa, o celebrante consagra duas hóstias, sendo uma consumida e a outra apresentada aos fiéis para adoração, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.
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Fontes: Site "Presbíteros" e Página Oriente.

Conheça o tesouro da Santa Missa Tridentina

Salve Maria!

Não se ama aquilo que não se conhece. Conheça melhor o tesouro da Santa Missa Tridentina para poder amá-la cada vez mais. Leia e estude o “Catecismo da Santa Missa” disponível neste blog.

Segue excerto do documento:

Sobre a necessidade de se entender as orações
e as cerimônias da Santa Missa

P12. É necessário conhecer profundamente a Missa?
R. Um ato de religião praticado com tanta freqüência, tão precioso em suas graças, e tão consolador em seus frutos, é desejoso que se conheça o mais possível, na medida das nossas capacidades.

P13. Como podemos conhecer mais profundamente a Santa Missa?
R. Podemos conhece-la mais profundamente estudando seus mistérios, seus dogmas, a moral que ela encerra, e até os menores detalhes de suas cerimônias e orações.

P14. Para que devemos conhecer tudo isto?
R. Para que a Missa, que é o centro do culto católico, desperte os mais vivos sentimentos de religião e de piedade.

P15. Que mais devemos conhecer da Missa?
R. Devemos conhecer suas palavras sagradas em que encontramos todo o sabor da unção de que estão repletas; cada ação e cada movimento do sacerdote; cada palavra que ele pronuncia para lembrar nossa alma e nosso coração que um Deus se imola para nós, e que nós também devemos nos imolar com Ele e por Ele.

P16. Com que estado de espírito devemos assistir a Santa Missa?
R. Devemos deixar fora do santuário a indiferença e o tédio, a dissipação e o escândalo, e sermos, no templo, adoradores em espírito e verdade. (Ioh 1 - 4)

P17. Deus exige de todos os fiéis uma instrução profunda e detalhada da Missa?
R. Não. Deus supre a sensibilidade da fé ao conhecimento que não foi possível adquirir e jamais irá desprezar o sacrifício de um coração arrependido e humilhado. (Sl 50, 19)

P18. Quais as disposições essenciais e suficientes para aproveitarmos do santo sacrifício da Missa?
R. Devemos assistir a Santa Missa com a alma penetrada de dor pelas faltas cometidas, e nos aproximarmos confiadamente deste trono da graça, unindo-nos à vítima, Nosso Senhor Jesus Cristo, e à intenção da Igreja, na pessoa do sacerdote, e por seu ministério.
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Baixe o Catecismo da Santa Missa, clicando aqui.
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* Postagem importada NA ÍNTEGRA do blog "Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião"
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