Procissões III

Salve Maria,

Hoje termina a nossa pequena série, em que falamos das procissões na Liturgia. Para encerrar vamos ver um pouco das procissões: com o Bispo, Eucarística e com Relíquias.
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Procissões com o Bispo

As procissões com o bispo, seguem as mesmas formas básicas das procissões feitas com o presbítero, com algumas poucas adaptações em relação à presença dos ministros que o servem e de suas insignias.

Nas procissões de entrada e saída, o bispo caminha sozinho, vão os dois diáconos assistentes um pouco à sua frente, atrás dele vão um ou dois cerimoniários seguidos os acólitos assistentes, dois a dois. Na primeira fila o baculífero e o mitrífero, com as vimpas. Não existe uma regra, mas é conveniente que o baculífero ande à esquerda, uma vez que é desse lado que o bispo porta o báculo. Por fim vai o librífero e um quarto acólito que geralmente cuida do microfone, mas naturalmente não leva esse objeto na procissão.

O bispo caminha, via de regra, com solidéu, mitra e báculo. Nas procissões em que se leva algum objeto como um ramo, uma vela ou outro objeto, mesmo que seja em uma só mão, não porta o báculo, este é levado imediatamente à sua frente pelo baculífero. Os demais acólitos assistentes seguem naturalmente atrás do bispo.
Na vigília pascal, o papa leva uma vela na procissão, e o baculífero leva a férula à sua frente

Se levar na procissão Relíquias da Santa Cruz ou o Santíssimo, não porta mitra; no segundo caso, nem solidéu. Mas, se não for ele a portar o ostensório ou o relicário, leva o báculo normalmente.


Procissão Eucarística

Para as procissões eucarísticas, a cruz vai à frente ladeada por duas velas. Não se leva incenso junto à cruz. Atrás dela os ministros dois a dois, os acólitos, os diáconso e os concelebrantes. Estes últimos portam o pluvial, mas podem portar também a casula se a procissão foi feita logo após a missa. O celebrante principal, se não levar a sagrada eucaristia vai imediatamente à frente dela.

Segue, então, a sagrada Eucaristia carrega por um clérigo vestido com alva, estola, pluvial e véu umeral de cor branca. É coberta pelo pálio ou pela umbela, carregado por quatro ou seis pessoas. À sua frente, vão dois acólitos com turíbulos fumegando; é costume que esses dois turiferários caminhem de costas, ficando sempre de frente ao Santíssimo, apesar de ser uma prática muito difícil para as grandes procissões. Se for o bispo a levar o Santíssimo, o báculo vai à frente dos turiferários e a mitra, bem como livro atrás do pálio.

Representação da procissão de Corpus Christi


Além dos demais acólitos assistentes, vão na parte de trás da procissão, os clérigos em vestes corais. Os de maior dignidade vão mais perto da sagrada eucaristia.


Procissão com relíquias

Existem as procissões que em se levam as relíquias de forma devocional e as que se levam as relíquias para dedicação de altar:

Procissão Devocional

Procissão com o relicário da Vera Cruz.
Mosteiro cistercience de Heiligenkreuz, na Áustria.
Essa é a procissão em que se leva de maneira devocional uma relíquia de um santo ou do Santo Lenho. Essa procissão possui estrutura similar à procissão eucarística, excetuando-se aquilo que é específico do Santíssimo Sacramento: o toque do sino, se for costume, e o uso do pálio.

Assim, a procissão se organiza da seguinte forma. À frente vai a cruz, rodeada pelas velas e precedida de um turíbulo fumegando. Seguem os ministros, os diáconos e os concelebrantes. Segue então, convenientemente, o celebrante com pluvial e estola sobre amito, alva e cíngulo ou sobrepeliz. Os paramentos seguem a cor da liturgia do dia ou da missa, se a procissão se fizer antes dela. Se for relíquia da Santa Cruz ou de algum mártir, pode-se usar véu umeral vermelho, noutro caso, branco.

Se for o bispo a levar a relíquia, o báculo vai à sua frente. Se participar da procissão revestido de pluvial vai à frente de quem carrega a relíquia, se for revestido de vestes corais, atrás. Em qualquer um dos três casos, vai de mitra, exceto se a relíquia for do Santo Lenho.

Procissão para dedicação de Igreja ou Altar

Procissão com a relíquia para a consagração do novo
altar da Catedral da Diocese de Frederico Westphalen
Essa segunda procissão não se trata propriamente de "procissão da relíquia", mas da procissão que se faz até uma nova igreja a ser dedicada na qual se leva relíquias. Essas relíquias, diferentemente do tipo anterior, só podem ser do tipo ex ossibus; uma vez que apenas relíquias desse tipo se pode colocar nos altares.

A procissão faz-se como de costume e de acordo com o tipo de entrada escolhido para a nova igreja ou novo altar. Independemente disso, atrás do bispo e de seus acólitos vai a relíquia dentro de um pequeno cofre que se põe sobre um andor. Esse andor é carregado por diácono (ou na falta deles presbíteros) vestidos com alva, estola e dalmática. Se for relíquia de algum mártir, estolas e dalmáticas (ou evanturalmente casulas) de cor vermelha; de cor branca. Os ministros que levam as relíquias vestem-se das cores acima descritas independentemente da cor da missa. Em casos particulares, pode-se adaptar a maneira de a relíquia ser levada, com a devida aprovação.

Chegando a procissão ao altar, os ministros e o celebrante o saudam e o incensam como de costume para a procissão de entrada. Os ministros que portam o cofre com as relíquias, o colocam em um ambiente reservado para ele. Nunca porém sobre o altar ou sobre a credência em que se tenham outros objetos litúrgicos.
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*Essa série de postagens está sendo importada do blog Salvem a Liturgia, como referência abaixo.
*As fotos das procissões com relíquias não estão na postagem do Salvem a Liturgia.
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Fonte: Salvem a Liturgia - por Kairo Rosa Neves de Oliveira

Procissões II

Salve Maria,

Hoje vamos ver na continuidade da nossa pequena série, um pouco das procissões: do Ofertório e do Sanctus.
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Procissão do Ofertório

Provavelmente a única procissão de caráter laical, não conta com o celebrante, o diácono, nem os acólitos, apenas leigos levando os dons. Essa procissão não faz parte do cerimonial da forma extraordinária do rito romano, tendo sido reinserida na ordinária a partir do uso no rito romano de anterior ao Concílio de Trento. Pode ser feita em todas as missas, mas preferencialmente aos domingos e solenidades.

Terminada a liturgia da palavra inicia-se o canto do ofertório, de junto da porta principal ou de outro lugar mais conveniente, parte a procissão onde alguns leigos levam os cibórios e as galhetas. Não devem ser levados nessa procissão o cálice e a patena, primeiramente porque esses dois vasos são especialmente abençoados e, segundo a tradição, evitar o toque é uma forma de respeito; depois por que não faz sentido levar o cálice vazio ao altar e levar a patena sozinha é algo nenhum pouco prático.

A pocissão termina onde está o celebrante. Este encontra-se, via de regra, na sédia ou cátedra, mas pode se posicionar também na entrada do presbitério ou outro local se a primeira opção for pouco viável. O missal romano prevê, ainda, a possibilidade de ser o diácono a receber os dons dos fiéis. Considerando o caso padrão de o celebrante estar na cátedra, aqueles que levam os dons se aproximam, se for conveniente dois a dois, fazem reverência e se ajoelham aos pés do celebrante. Nesse momento o celebrate pode abençoar aqueles que levam os dons ou dirigir-lhe algumas breves palavras, então pega os vasos e os entrega a algum ministro ou ao menos toca neles. Depois eles se levatam, voltam a fazer reverência e, se não tiverem entregado os vasos com as sagradas espécies ao próprio celebrante, entregam a algum ministro que os leva ao altar.

Fiéis levando as sagradas espécies até o Papa Bento XVI
 Não se fazendo essa procissão, os ministros, acólitos e diáconos, levam as espécies de maneira mais simples da credência até o altar.

As oferendas sendo levadas da credência até o altar pelos diáconos e acólitos, de maneira mais simples.

Procissão do Sanctus

Após o prefácio, inicia-se o canto do Sanctus. Nesse momento, posicionam-se alguns ministros à frente do altar com o incenso e velas. Essa procissão pode iniciar-se da porta central, como a procissão de entrada; porém, seria mais conveniente que fosse uma procissão menos ampla.

Vão à frente o turiferário com o turibulo aceso e o naviculário precedidos, se for o caso, de um cerimoniário. Logo atrás, seguem os ceroferários que podem ser dois, quatro ou seis. Por fim, se houver algum diácono além dos assistentes e daquele que ministra o cálice, pode ir ao final da procissão. Pode ir junto dele um outro cerimoniário.

Chegando à frente do altar, ficam todos perfilados com o diácono ao centro, o turiferário à sua direita e o naviculário à sua esquerda. Os ceroferários ficam nas extremidades. Permanecem de pé.

Esses ministros se retiram, também em procissão, na mesma ordem em que entraram, ao final da oração eucarística, durante o canto do Grande Amém.
Ministros perfilados à frente do altar, após a procissão do Sanctus.
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*Essa série de postagens está sendo importada do blog Salvem a Liturgia, como referência abaixo.
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Fonte: Salvem a Liturgia - por Kairo Rosa Neves de Oliveira

Procissões I

Salve Maria,

Vamos começar hoje uma curta série de postagens em que trataremos de Procissões.
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As procissões são expressões de fé de forte significado, elas constam basicamente do deslocamento do celebrante e de seus auxiliares, ou de toda a assembléia dos fiéis, de um local para outro. Significam o povo de Deus a caminho do Reino dos Céus. Apesar de um significado geral relativamente simples, existe um rico cerimonial por trás das procissões que vai desde a procissão de entrada até as procissões episcopais eucarísticas. Nessa pequena série de postagens, tentaremos explicar de maneira suscinta todo esse cerimonial na forma ordinária do Rito Romano.

Procissões de Entrada/Saída

São as procissões mais simples e comuns da liturgia. É aconselhável ter procissão de entrada nas missas mais importantes, como domingos e dias de festa. Nela, o sacerdote caminha em direção ao altar para celebrar o santo sacrifício, assim como Jesus foi em direção à Jerusalém, para se entregar por nós.

Na parte da frente vai sempre a cruz processional, rodeada pelas velas; as velas para essa procissão podem ser em mesmo número das velas que se encontram sobre ou junto do altar. Se se usa incenso, ele é levado à frente da cruz. A cruz é o principal elemento dessa procissão, tanto que, na forma extraordinária, é levada pelo sub-diácono.

Procissão de entrada na forma extraordinária do rito romano
Na forma ordinária, quem leva a cruz é um acólito, o cruciferário. Ele segura a aste da cruz com as duas mãos próximas. As velas, postas nos castiçais, são levadas pelos ceroferários. Os dois primeiros colocam-se de um e de outro lado do cruciferário, um passo atrás dele, os demais colocam-se imediatamente atrás dos primeiros e, se houver um sétimo ceroferário, ele vai entre os dois últimos. Aqueles que se põe do lado esquerdo, segura mais embaixo com a mão direita e no meio com a mão esquerda e vice-versa, de modo a ficar com o cotovelo para fora. O que se põe ao centro, assim como o cruciferário, pode escolher qualquer uma das posições.

Início de uma procissão de entrada na Basílica de São Pedro
Atrás das velas, vão os ministros leigos, os clérigos que não concelebram e os diáconos, dois a dois. Entre estes e os concelebrantes vai o Evangeliário. Quando está presente o diácono, é ele quem leva na procissão de entrada e de saída. Não havendo diácono, o evangeliário é levado por um leitor (ou mesmo acólito), mas apenas na procissão de entrada.

Por fim, vai na procissão o celebrante, precedido por dois diáconos assistentes, se houver. Um ou dois cerimoniários podem ir um pouco atrás dele. E, se for bispo, vão atrás deles quatro acólitos-assistentes: primeiro o baculífero com o mitrífero e, depois o librífero e o "sacrofonista".

Bento XVI em procissão no início de uma celebração


A procissão de entrada parte da porta principal da igreja ou da sacristia, conforme o costume; em se tratando de uma igreja maior, pode-se começar a procissão em uma das portas laterais. Ao chegar no presbitério, quem leva o incenso, a cruz e as velas sobem sem fazer reverência. Então colocam a cruz e as velas junto do altar ou, já havendo outra cruz ou já havendo um desses símbolos aí, colocam-nos na sacristia ou na credência. Os demais ministros, fazem inclinação de corpo ao altar ou genuflexão se houver santíssimo e, então, sobem os degraus e se dirigem para seus lugares. Se for o acólito a levar o evangeliário, ele sobe ao presbitério sem fazer reverência e coloca o evangeliário ao centro do altar, então vai para seu lugar; se for diácono, faz o mesmo e após colocar o evangeliário ali oscula o altar.

Os diáconos assistentes, fazem reverência, sobem o altar e esperam o celebrante para beijarem o altar. O celebrante se for presbítero, faz inclinação de corpo ao altar ou genuflexão, sobe ao altar e o oscula. Se for bispo faz o mesmo, porém, antes de fazer a reverência, depõe mitra e báculo.

Para a saída, faz-se de maneira análoga: na mesma ordem em que entraram, todos fazem reverência ao altar e, se for o caso, o beijam. Saem processionalmente atá a sacristia; lá chengando, faz-se reverência à cruz.

Procissão do Evangeliário

Em toda missa, o sacerdote se desloca de sua sédia até o altar, onde se curva ao altar e reza a oração de preparação em voz baixa, então segue até o ambão, onde lê o Evangelho, o que já configura uma pequena procissão, mas existe um rito processional mais rico que se faz quado existe a presença do diácono ou, ao menos, quando se Evangeliário.

Se dirigem para a sédia os acólitos com o incenso e as velas e o diácono. O turiferário e o naviculário se ajoelham à frente da sédia, o sacerdote coloca três colheres de incenso no turibulo e o benze. O diácono se aproxima, faz reverencia, se curva e pede a bênção; o celebrante abençoa traçando a cruz, então o diácono se levanta volta a fazer inclinação de corpo. Então, seguem ao altar, onde o diácono toma o livro dos evangelhos e se dirigem ao ambão.

Aqueles que levam as velas colocam-se de um e de outro lado do ambão, aqueles que portam turíbulo e naveta ficam do lado direito do ambão. O diácono então faz a incensação e a leitura conforme o rito próprio.

Procissão do Evangelho na Basílica de São Pedro
Ao fim da leitura, o próprio diácono beija o livro ou leva para o celebrante beijar; ou ainda, beijando-o ou não, leva-o para o celebrante, se for bispo, dar a bênção com o Evangeliário. Nos dois últimos casos, faz-se ao fim da proclamação do evangelho uma pequena procissão, pelo caminho mais curto até a sédia. Lá chegando os acólitos com o incenso e as velas seguem em direção à sacristia, o acólito entrega o evangeliário ao celebrante, aberto se ele for beijar ou fechado se for apenas dar a bênção. Depois do ósculo e/ou da bênção, o diácono sozinho leva o livro a um local conveniente.

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*Essa série de postagens está sendo importada do blog Salvem a Liturgia, como referência abaixo.
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Fonte: Salvem a Liturgia - por Kairo Rosa Neves de Oliveira

Santa Missa dos Fiéis Defuntos na Forma Extraordinária na Canção Nova

Salve Maria,

Hoje (segunda-feira) em que a Igreja reza em intenção pelas almas do purgatório, trago para vocês as fotos da "Santa Missa dos Fiéis Defuntos" que foi celebrada na Forma Extraordinária do Rito Romano (Rito Tridentino) na sede da Canção Nova.

Será que finalmente a nossa Igreja (padres de todas as dioceses e lugares) está fazendo a vontade do Sumo Pontífice, dando mais dignidade à Deus nos cultos divinos, aderindo assim a Reforma da Reforma proposta por Bento XVI?
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"O cristão não teme a vida e nem a morte. O único medo que um cristão deve ter é o de ofender a Cristo". Estas foram palavras do Padre Demétrio Gomes, sacerdote da Arquidiocese de Niterói-RJ, durante a sua homilia na Santa Missa pelos fiéis defuntos celebrada na Forma Extraordinária do Rito Romano nesta sexta-feira, 02, na sede da Comunidade Canção Nova em Cachoeira Paulista-SP.

A Missa, no Rito Extraordinário, foi celebrada pela segunda vez na Canção Nova e contou com a participação dos membros da comunidade, sacerdotes e seminaristas. Em 2007 o Papa Bento XVI – através do Motu Proprio Summorum Pontificum – concedeu aos sacerdotes do Rito Latino a permissão para celebrar a Santa Missa segundo Missal Romano, editado pelo Papa João XXIII em 1962.

Vale lembrar que o Concilio Vaticano II nunca aboliu a missa em latim (língua oficial da Igreja), a posição do sacerdote voltado para Deus como o centro (e não ‘de costas para o povo’) e o canto gregoriano. Trata-se do mesmo sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, porém celebrado em formas diferentes, como nos explica o documento da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei.

“(…) trata-se aqui de dois usos do único Rito Romano, que se põem um ao lado do outro. Ambas as formas são expressões da mesma lex orandi da Igreja. Pelo seu uso venerável e antigo a forma extraordinária deve ser conservada em devida honra” “Hoje nós celebramos a memória do fiéis defuntos. Este é um tempo propício para rezarmos por aqueles que já partiram, pelas almas que estão no purgatório, mas é um tempo para pensarmos sobre a nossa morte, porque todos nós passaremos por ela, no entanto quem sabe viver a sua vida com Deus não tem medo da morte” disse padre Demétrio em sua homilia.

O sacerdote ainda ressaltou a importância de rezarmos para as almas do purgatório, pois estes irmãos contam com as as orações da Igreja militante. “Os que estão no purgatório estão felizes porque, apesar de estarem sofrendo com chamas de purificação, eles já garantiram o céu. No entanto, as almas do purgatório não podem fazer mais nada por si, a única coisa que fazem é esperar por nossas orações para que entrem na glória eterna. Um dias estas almas irão nos receber no céu por causa da nossa intercessão” salientou o sacerdote.




























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Comemoração dos Todos os Fiéis Defuntos - 1ª classe

Réquiem aetérnam dona eis Domine,
et lux perpétua lúceat eis!
Riquiéscant in pace.
Amen.

Na celebração da Missa de Finados na rito tridentino (forma Extraordinária do Rito Romano), o Sacerdote oferece três Missas seguidas, multiplicando assim o sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo no calvário pelo alívio e salvação das almas do Purgatório.

A primeira Missa é solene [n.d.r.: cantada] e oferecida pelas intenções do Sacerdote; a segunda é rezada pelas intenções do Papa, e terceira, pelas santas almas do purgatório.

Transcrevemos a seguir o ensinamento da Santa Igreja sobre o Dia de Finados:

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Do Catecismo Maior de São Pio X

Capítulo XI - Da comemoração dos Fiéis Defuntos

226. Por que depois da festa de Todos os Santos a Igreja faz a comemoração de todos os Fiés Defuntos?

Depois da festa de Todos os Santos, a Igreja faz a comemoração de todos os Fiéis Defuntos que estão no Purgatório porque é conveniente que a Igreja militante, depois de ter honrado e invocado com uma festa geral e solene o patrocínio da Igreja triunfante, vá em socorro da Igreja padecente, com um sufrágio geral e solene.

227. Como podemos nós sufragar as almas dos Fiéis Defuntos?

Podemos sufragar as almas dos fiéis defuntos com orações, com esmolas e com todas as outras boas obras, mas sobretudo com o Santo Sacrifício da Missa.

228. Segundo o espírito da Igreja, por quais almas devemos aplicar os nossos sufrágios na comemoração dos Fiéis Defuntos?

Na comemoração dos Fiéis Defuntos é muito bom aplicar os nossos sufrágios não só pelas almas dos nossos parentes, amigos e benfeitores, mas ainda por todas as outras que se encontram no Purgatório.

229. Que fruto devemos tirar da comemoração de todos os Fiéis Defuntos?

Da comemoração de todos os Fiéis Defuntos devemos tirar este fruto: 1º - pensar que também nós havemos de morrer em breve e apresentar-nos no tribunal de Deus para Lhe prestar contas de toda a nossa vida; 2º - conceber grande horror ao pecado, considerando quão rigorosamente Deus o castiga na outra vida; e 3º - satisfazer nesta vida à justiça divina, com obras de penitência, pelos pecados cometidos.

Rezemos pelas almas do Purgatório.

Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno
E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz.
Amém.
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