Santo Afonso Maria de Ligório

Salve Maria,

Para a 13ª postagem da série trago agora - em homenagem a um grande amigo e pároco: Pe. Sérgio Reis de Lima, CSsR - uma breve história de um grande santo da Santa Igreja: Santo Afonso Maria de Ligório. Boa leitura.
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Santo Afonso Maria de Ligório
 
Santo Afonso Maria de Ligório nasceu em Marianella, no Reino de Nápoles, no dia 27 de Setembro de 1696. De rara inteligência, recebeu em 1712 o doutorado em direito civil e canônico. Não lhe faltaram temperamento e dons artísticos: poeta, músico, arquiteto, pintor.

Era o primogênito de uma família bastante numerosa, pertencente à nobreza napolitana. Recebeu uma esmerada educação em ciências humanas, línguas clássicas e modernas, pintura e música. Compôs um Dueto da Paixão, como também o cântico de Natal mais popular da Itália, Tu Scendi dalle Stelle, e numerosos outros hinos. Terminou os estudos universitários alcançando o doutorado nos direitos civil e canônico e começou a exercer a profissão de advogado. No ano 1723, depois de um longo processo de discernimento, abandonou a carreira jurídica e, não obstante a forte oposição do pai, começou os estudos eclesiásticos.

Foi ordenado presbítero a 21 de dezembro de 1726, aos 30 anos. Viveu seus primeiros anos de presbiterado com os sem-teto e os jovens marginalizados de Nápoles. Fundou as "Capelas da Tarde", que eram centros dirigidos pelos próprios jovens para a oração, proclamação da Palavra de Deus, atividades sociais, educação e vida comunitária. Na época da sua morte, havia 72 dessas capelas com mais de 10 mil participantes ativos.

No dia 9 de novembro de 1732, Afonso fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, popularmente conhecida como Redentorista, para seguir o exemplo de Jesus Cristo anunciando a Boa Nova aos pobres e aos mais abandonados. Daí em diante, dedicou-se inteiramente a esta nova missão. Afonso escreveu diversas obras importantes para a Igreja sobre espiritualidade e teologia 111 obras, que tiveram 21.500 edições e foram traduzidas em 72 línguas. Mas, sua maior contribuição para a Igreja foi na área da reflexão teológica moral, com a sua Teologia Moral. Esta obra nasceu da experiência pastoral de Afonso, da sua habilidade em responder às questões práticas apresentadas pelos fiéis e do seu contato com os problemas do dia-a-dia. Combateu o estéril legalismo que estava sufocando a teologia e rejeitou o rigorismo estrito do seu tempo, produto da elite poderosa.

Em 1762, aos 66 anos foi ordenado bispo de Santa Ágata dos Godos.

No dia 1º de agosto de 1787, morreu entre os seus no Convento de Pagani.

Foi canonizado em 1831 pelo Papa Gregório XVI e declarado Doutor da Igreja (1871) e Padroeiro dos Moralistas e Confessores (1950).


A família de Ligório

Os Ligório residem em Nápoles. Dom José, capitão das Galeras Reais, muito religioso e temperamental. A mãe, dona Ana Cavalieri, destaca-se pela doçura. Os pais sonham um futuro para os filhos. Aqui, se sonha muito alto.

Nápoles é uma cidade do sul da Itália. No tempo dos Ligório, é uma colcha de retalhos, marcada por um colorido e uma diversidade muito grandes.

Os Ligório têm oito filhos. O mais velho, Afonso, ficou na história, aliás, bastante movimentada. Porque é o herdeiro, é cercado de todos os cuidados. Investe-se muito nele: estuda em casa, tendo os melhores professores. Seus talentos serão cultivados.

Devoto do Santíssimo Sacramento e da Santíssima Virgem Maria. Participa também do oratório de São Filipe Néri.

Aos 16 anos, doutor em direito civil e eclesiástico. Aos 18, começa a advogar. Serão oito anos sem perder uma causa sequer! Tudo vai bem, do jeito que pensa e sonha Dom José.

Os tribunais, que são a vida de Afonso e dos Ligório, estão indo otimamente. Surgiu, por´em,um processo entre duques, envolvendo grande soma em dinheiro. Devido à corrupção da Corte Judicial, Afonso perde a causa. Sonho acabado!

Afonso refugia-se em seu quarto. Por três dias reflete sobre o desastre, sem comer, sem se comover com as preocupações da mãe. Ao terceiro dia, os Ligório vêem um novo Afonso.

- "Mundo, agora te conheci! Adeus, tribunais! Não me vereis jamais!".

No Hospital dos Incuráveis, Deus o convoca para nova missão. Decidido, vai até a Igreja de Nossa Senhora das Mercês e ali deixa sua espada de cavaleiro.

Ao pai Afonso responde: "Os tribunais são uma página virada em minha vida". Afonso decide ser padre! O pai tenta tudo para demovê-lo da idéia. Em 21 de dezembro de 1726 Afonso é ordenado padre. Não será apenas mais um entre os dez mil que vivem em Nápoles. Será um padre que se destaca. Afonso tem 30 anos de idade.


A serviço dos pobres

Desde jovem Afonso dedica um carinho especial aos pobres. Participa de diversas confrarias, cuja finalidade era dar assistência aos necessitados. Ajuda, por exemplo:

- Os condenados à morte: Afonso inscreve-se na numa associação de voluntários que conforta na fé os condenados à morte, acompanha-os até o local da execução e faz os funerais.

- Os doentes incuráveis: Afonso pertenceu à Confraria dos Doutores, visitava e cuidava dos doentes do hospital conhecido como hospital dos incuráveis.

- Os "lazzaroni": Cerca de trinta mil, vivendo ao perambulando pelas ruas e dependendo da caridade alheia. Será seu grupo preferido em Nápoles. Para eles cria chamadas “capelas vespertinas”, uma das grandes iniciativas pastorais de seu século.

- Os pagãos: Afonso inscreve-se no Colégio dos Chineses que preparava missionários para a China. Sempre teve grande desejo de ir às missões estrangeiras.


No descanso descobre um ideal

Afonso, depois de muitos trabalhos apostólicos, fica doente. O médico recomenda descanso. Parte então para Amalfi, com alguns amigos. - Por que não ir para Santa Maria dos Montes, logo acima de Scala? Estamos em 1730. Santa Maria dos Montes é lugar de pastores de cabras. Gente rude, pobre, fora da sociedade e da Igreja. Aproximam-se do grupo e começa a evangelizá-los. O descanso vira missão!

Visita o bispo de Scala, que o convida para pregar na catedral. A uns 200 metros, religiosas de um mosteiro suplicam que reparta com elas o Pão da Palavra.

É preciso voltar para Nápoles. O descanso acabou. Afonso, porém, volta diferente. Lá nas montanhas estão os cabreiros a esperar... Deixou ali seu coração e uma preocupação o persegue: quem irá evangelizar esse povo? Vendo sua necessidade, rezava, pedindo a Deus que suscitasse alguém para servi-los.


Um novo chamado

Em Scala, uma freira chamada Maria Celeste Crostarrosa tem uma missão: Afonso deveria juntar um grupo de missionários para a pregação.

Afonso assusta-se. - Seria verdade ou ilusão? Inicia-se um longo processo de discernimento. Seu diretor espiritual aconselha não dar muito crédito e continuar sua vida de missionário. E ele parte em missões com alguns companheiros.

Voltando a Nápoles, seu diretor espiritual anuncia-lhe: a obra é de Deus! Consulta outros homens sábios e prudentes É preciso partir! "Fazendo a Jesus Cristo um sacrifício de Nápoles, ele se oferece para viver o resto de sua vida nas estrebarias, nas choças, na cabanas e morrer cercado pelos pastores”.

Sofre a resistência dos pais, a zombaria de muitos. Nápoles não queria perdê-lo. Era precioso demais para a evangelização dos pobres. – E Nápoles não tem pobres?!

Afonso venceu a tentação e deixou Nápoles. Os cabreiros de Scala sorriam.

Adeus, Nápoles

Dois de novembro de 1732. Afonso deixa tudo para seguir o chamado-provocação de Deus.

Com mais dois companheiros, montando um burrico, deixa a cidade, os amigos, a fama e o sucesso garantido. Troca de grupo, abraçando o grupo dos cabreiros de Scala. "O Espírito do Senhor está sobre mim. Ele me ungiu e me enviou para proclamar a Boa Nova aos Pobres". . .

Enfim, Scala. Começa o tempo bonito de consolidar uma opção. Reuniões, orações sobre o novo projeto, a missão que agora se inicia. A fundação oficial do novo grupo de evangelizadores dos pobres será no dia 9 de novembro de 1732.

Serão os congregados do Santíssimo Salvador. Adotam um escudo: sobre três montes, a cruz; esponja e lança, sinais da paixão. Os monogramas de Jesus e Maria. E a senha de identificação: "Copiosa Apud Eum Redemptio"— "Junto Dele a Redenção é abundante".


Evangelização os pobres

Um novo grupo de evangelizadores dos abandonados? - Para quê? Nápoles já tinha tantas congregações. Afonso também fizera para si mesmo todas essas perguntas. Mas havia os que ninguém abraçava, porque eram pobres, grosseiros, que só entendiam de cabras. Gente que não dava retorno algum. Só incômodo, despesas e sacrifício. Por isso, viviam abandonados. E o grupo dos congregados do Santíssimo Redentor era para eles.

Uma característica do grupo: não morar fora e longe dos abandonados . As residências do grupo não serão em Nápoles, mas o mais próximo possível dos pobres. Assim o grupo poderá girar mais facilmente entre eles e eles poderão participar mais da vida dos missionários. Irão às suas Igrejas, reunir-se-ão em suas casas para os exercícios espirituais... Não apenas pregam missões: a comunidade, a casa, tudo é missão e missão contínua. Assim os redentoristas, como serão chamados mais tarde, continuam Jesus Redentor que armou sua tenda no meio de nós.


Sinal de contradição

Afonso foi sinal de contradição. Em primeiro lugar, para a Igreja da época, que deixava no abandono os pobres dos campos.

Diante de uma mentalidade rigorista, que punha a lei e o pecado em primeiro lugar, Afonso apresenta o amor e a misericórdia. Deus nos ama: eis o anúncio predileto de toda a vida de Afonso.

Faz da pastoral, e principalmente da moral, a moral do amor de Deus que se transforma em misericórdia. Afonso convida a uma resposta de amor: diante do amor tão grande de Deus, nós somos levados a amá-lo também.

O amor misericordioso de Deus revela-se de modo especial no sacramento da Reconciliação. Esse sacramento será marcante em sua vida. É o homem da escuta aberta, amiga, amorosa. O homem da reconciliação.

Ele dizia que o confessor deve ser "rico de amor e suave como o mel". Em 1950, o Papa Pio XII o declarava padroeiro dos confessores e dos moralistas. Até hoje os redentoristas têm na Igreja essa missão: anunciar que em primeiro lugar vem o amor e a misericórdia.


Grande escritor

Afonso foi um hábil escritor. Deixou mais de cem obras para ajudar o povo cristão. Em sua época havia uma mentalidade rigorista e muitos pregavam uma religião elitista, sem lugar para o sentimento e a devoção popular. Afonso vai contra a corrente e quer mostrar o rosto verdadeiro de Deus. Por isso escreve e coloca seus livros nas mãos do povo.

Para os sacerdotes escreveu sua Teologia Moral, inaugurando um novo método de fazer moral: a moral do amor e da misericórdia.

Mostrou ao povo a beleza de Maria, em seu livro "Glórias de Maria". Deixou-nos o livro “Prática de Amar a Jesus Cristo", as “Visitas ao Santíssimo Sacramento”.

Célebre sua frase: "Quem reza se salva, quem não reza se condena!"

Escreveu sobre os mistérios de Cristo, sobre sua encarnação, paixão-morte.

Escreveu para as religiosas, para os leigos…

Afonso colocou todos os seus dons a serviço da evangelização dos empobrecidos.

Revela-nos uma vida totalmente consagrada a uma missão. Formou a consciência religiosa de sua época. É considerado o melhor prosador religioso do século XVIII na Itália.


Bispo renovador

Em 1762, com 66 anos, Afonso é nomeado bispo. De novo era preciso partir, desta vez para outra insignificante cidadezinha, Santa Ágata dei Goti. De nada valera apelar para a saúde abalada: "Dom Ligório de sua cama governa melhor a diocese que muitos bispos jovens e com saúde".

Em Santa Ágata dei Goti, por treze anos mostrou zelo invejável. Renovou o seminário; organizou Missões Gerais para a diocese; aprofundou a formação do clero. Envolveu todo o povo na solidariedade e no cuidado dos pobres.

Em 1775, deixa a diocese e retorna para sua congregação. Continuou na sua vida fecunda de oração, orientação e publicações.

Em 1 de agosto de 1787, com noventa e um anos, falece, rodeado de seus co-irmãos, redentores dos empobrecidos. Eram doze horas.

Afonso partia, mas deixava consolidada a grande obra de Deus, a Congregação do Santíssimo Redentor, que na época contava com cento e oitenta e três religiosos.
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Fonte: Wikipédia

Giovanni Melchior Bosco

Salve Maria,

Para a 12ª postagem da série trago agora - em homenagem a um grande amigo: Messias Lira Ramires (grande devoto de Dom Bosco) - uma breve história de um dos maiores santos da Santa Igreja: Dom Bosco. Boa leitura.
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Giovanni Melchior Bosco
(16 de agosto de 1815 / + 31 de janeiro de 1888)

Nasceu em agosto de 1815 em Becchi, distrito de Castelnuovo d'Asti (hoje Castelnuovo Don Bosco), numa família de camponeses pobres. Aos dois anos ficou órfão de pai.

Sua mãe Margarida criou-o com ternura e energia. Ensinou-lhe a trabalhar a terra e a descobrir Deus na beleza do céu, na abundência da colheita, na tempestade que dizimava as vinhas.

Misterioso sonho marcou-lhe a vida, aos nove anos.

Os anos que se seguiram foram orientados por esse sonho. Mãe e filho viram nele a indicação de um caminho. Margarida suportou humilhações e canseiras incríveis para que seu filho chegasse a ser padre.

Bom Bosco foi para Turim em 1841, neo-sacerdote de 26 anos. Seu diretor espiritual, o Pe. José Cafasso, deu-lhe um conselho: "Vá, olhe ao seu redor". Dessa maneira o jovem sacerdote entrou em contato com a miséria humana. Ficou abalado. Os subúrbios eram zonas de agitação, revolta e desolação. Muitos jovens vagabundavam pelas ruas, desocupados, abatidos, dispostos a tudo.

A impressão mais penosa foi a das prisões. Ao sair, havia decidido: "Devo impedir a todo o custo que rapazes tão jovens venham acabar aqui dentro".

Vários sacerdotes ficavam a esperar nas Igrejas e sacristias os jovens emigrados para os tradicionais catecismos. Era preciso experimentar novas formas de apostolado, um apostolado volante, nos bares, oficinas, mercados, tabernas e praças. Muitos padres jovens tentavam. Bom Bosco também.

Entrou em contato com o primeiro rapaz emigrado, Bartolomeu Garelli, de Asti, em 8 de dezembro de 1841. Três dias depois já eram nove com ele, três meses depois, vinte e cinco, no verão de 1842, oitenta. Assim nasceu o Oratório.

Alguns desses jovens, porém, não sabiam onde dormir, a não ser nos miseráveis dormitórios públicos. Recolher jovens sem casa em tempo inegral torna-se problema fundamental para Dom Bosco.

Sua primeira benfeitora não é uma condessa, mas sua mãe. Margarida, pobre camponesa analfabeta de 59 anos, deixa sua casa no campo e vem trabalhar como cozinheira e lavadeira dos molecotes.

Entre os jovens que consideravam Dom Bosco como pai e mestre, alguns pedem-lhe para "ser como ele". Assim nasce a Congregação Salesiana, com o nome de Sociedade São Francisco de Sales.

No outono de 1853, começavam a funcionar em Valdocco as primeiras oficinas, nas quais o próprio Dom Bosco ensinava.

26 de janeiro de 1854: nasce oficialmente a Congregação Salesiana.

30 de julho de 1860: o primeiro "menino de Dom Bosco", Miguel Rua, ordena-se padre. No fim da vida, Dom Bosco poderá dizer que quase três mil padres saíram das fileiras de seus jovens.

Março de 1864: coloca-se a primeira pedra do Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora em Valdocco. Oito anos depois, Dom Bosco começa outro "santuário" de Nossa Senhora: a Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora.

Novembro de 1875: partem os primeiros dez salesianos para a América do Sul. No mesmo ano nascem os "Cooperadores", na terceira família salesiana.

Antes de morrer, Dom Bosco dirá aos seus Cooperadores: "Sem a vossa caridade eu não poderia ter feito nada; coma vossa caridade enxugamos muitas lágrimas e salvamos muitas almas".

Mas a maior obra que Dom Bosco deixa para a Igreja é o seu "sistema de educar os jovens". A quem lhe perguntava onde estava o segredo daquela maneira de "estar entre os jovens" que transformava grandes casas em "famílias" onde todos se queriam bem, respondia que tudo consistia em três palavras: razão, religião, bondade. Quando não se ameaça mas se conversa, quando Deus é o "dono de casa", quando não existe medo mas nos queremos bem, então é que nasce a família.

Dom Bosco morreu na aurora do dia 31 de janeiro de 1888. Aos salesianos que velavam ao redor do seu leito, murmurou nos derradeiros momentos: "Queiram-se bem como irmãos. Façam o bem a todos, o mal a ninguém... Digam aos meus meninos que os espero a todos no céu".

São João Bosco - rogai por nós!
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Fonte: "folheto" que ganhei de minha mãe.

Completas

Salve Maria,


Para a 11ª postagem da série trago agora, a "Oração da Noite - Completas"; que está contida na pg. 202 do Apêndice do Missal Quotidiano, editado e impresso no dia 13 de junho de 1957 pela Tipografia Beneditina Ltda., Salvador - Bahia.

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Nosso Senhor, instituiu tanto sobre a oportunidade, digamos mesmo, sobre a necessidade de orar, que nenhum Cristão se pode furtar à regra de rezar à miúdo. Ora, não existe momento mais propício do que o princípio e o fim do dia, para agradecer a Deus, implorar a sua graça e pedir perdão pelas culpas cometidas. O Pai nosso, a Ave Maria e o Creio em Deus Pai, podem, em rigor, satisfazer a prática desse conselho. É recomendável acrescentar os Dez Mandamentos da Lei de Deus e os Cinco Mandamentos da Igreja. Muitos se contentam em se recomendar a nossa boa Mãe do céu, Nossa Senhora, rezando três Ave Marias; e merece, esta prática, todos os louvores. Damos abaixo orações, extraídas do Ofício de Completas, a oração antes do repouso da noite. A fim deste Ofício é o exame de consciência, o ato de contrição, e a encomendação a Deus e aos Santos.

V.: Conceda-nos o Senhor onipotente uma noite tranqüila e um termo feliz!
R.: Amém.

Exorta-nos o Apóstolo S. Pedro:

Irmãos: Sede sóbrios e vigiai, porque o vosso adversário, o demônio, como um leão a rugir, anda ao redor de vós, buscando a quem devorar. Resisti-lhe, firmes na fé. Vós, Senhor, tende piedade de nós.
R.: Demos graças a Deus.
V.: Nosso socorro está no Nome do Senhor.
R.: Que fez o céu e a terra.

Uma pequena pausa para examinar a consciência sobre:
1. Deveres para com Deus: Omissões ou negligências nos atos de piedade; irreverências na igreja; distrações voluntárias nas orações; resistência à graça; juramentos; murmurações; falta de confiança e resignação.
2. Para com o próximo: Juízos temerários; desprezo; ódio; inveja; desejo de vingança; disputa; injúrias; dano nos bens ou na reputação alheia; mau exemplo; escândalo; falta de obediência, de respeito, de caridade.
3. Para consigo mesmo: Vaidade; respeito humano; mentiras, pensamentos, desejos, palavras e ações contrárias à pureza, intemperança; cólera; impaciência; vida inútil e sensual; preguiça de cumprir os deveres do próprio estado.


Confissão
Eu, pecador, me confesso a Deus Todo-poderoso, à Bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado S. Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado S. João Batista, aos santos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, e a todos os Santos, que pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras e obras, por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa. Portanto rogo à Bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado S. Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado S. João Batista, aos santos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo e a todos os santos que roguem a Deus Nosso Senhor por mim.
V.: Deus onipotente se compadeça de nós, e, perdoados os nossos pecados, nos conduza à vida eterna.
R.: Amém.
V.: Indulgência, absolvição e remissão dos nossos pecados, conceda-nos o Senhor, onipotente e misericordioso.
R.: Amém.
V.: Convertei-nos, ó Deus, que sois a nossa salvação.
R.: Afastai a vossa ira de nós.
V.: Ó Deus, vinde em meu auxílio.
R.: Senhor, apressai-vos em me socorrer.
V.: Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.
R.: Assim como era no princípio, agora e para sempre.

Antífona
Salvai-nos, Senhor, enquanto estamos acordados e guardai-nos durante o sono, a gim de que vigiemos com o Cristo e descansemos em paz.

Cântico: Nunc dimittis
Agora, Senhor, despedi em paz o vosso servo, segundo a vossa palavra.
Porque os meus olhos viram a salvação que nos destes. Que preparaste, diante de todos os povos.
Luz para esclarecer as nações, e para glória de Israel, vosso povo.
Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.
Assim como era no princípio, agora e para sempre.

Antífona
Salvai-nos, Senhor, enquanto estamos acordados e guardai-nos durante o sono, a gim de que vigiemos com o Cristo e descansemos em paz.

Hino
Antes que a luz desapareça, nós vos suplicamos, Criador de todas as coisas, que sejais, por vossa clemência, nosso protetor e nosso guarda.
Longe de nós os sonhos e os fantasmas da noite! Reprimi o nosso inimigo, a fim de que nada manche os nossos corpos.
Concedei-nos esta graça, ó Pai misericordioso, e Vós, ó Filho Unigênito, que reinais com o Espírito consolador, por todos os séculos. Amém.

Capítulo
Vós, Senhor, estais conosco, e foi invocado o vosso santo Nome em nosso favor; não nos abandoneis, ó Senhor, nosso Deus.
R.: Demos graças a Deus.

V.: Guardai-nos, Senhor, como a pupila dos olhos.
R.: Protegei-nos, à sombra de vossas asas.
V.: Senhor, tende piedade de nós.
R.: Cristo, tende piedade de nós.
R.: Senhor, tende piedade de nós.
V.: Pai nosso (em voz baixa).
V.: E não nos deixeis cair em tentação.
R.: Mas livrai-nos do mal.
V.: Senhor, ouvi a minha oração.
R.: E chegue a Vós o meu clamor.

Oremos
Visitai, Senhor, nós Vos suplicamos, esta habitação e afastai para longe dela todas as ciladas do inimigo; nela habitem os vossos santos Anjos, para nos conservar em paz, e vossa bênção sempre nos proteja. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo.
R.: Amém.
V.: Senhor, ouvi a minha oração.
R.: E chegue até Vós o meu clamor.
V.: Bendigamos ao Senhor.
R.: Demos graças a Deus.

Bênção
O Senhor onipotente e misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo, nos abençoe e nos guarde. Amém.

Para terminar, em honra de Nossa Senhora, diz-se a:

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós, bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto de vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
V.: Rogai por nós, santa Mãe de Deus.
R.: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos
Infundi, Senhor, em nossas almas a vossa graça, para que nós, que conhecemos pela anunciação do Anjo e Encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, cheguemos por sua Paixão e Crus, à glória da Ressurreição. Pelo mesmo Jesus Cristo, Senhor nosso.
R.: Amém.

Durante o Tempo Pascal, em lugar da Salve Rainha, reza-se o Regina Caeli.

Prima

Salve Maria,

Para a 10ª postagem da série trago agora, a "Oração da Manhã - Prima"; que está contida na pg. 197 do Apêndice do Missal Quotidiano, editado e impresso no dia 13 de junho de 1957 pela Tipografia Beneditina Ltda., Salvador - Bahia.
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Nosso Senhor, instituiu tanto sobre a oportunidade, digamos mesmo, sobre a necessidade de orar, que nenhum Cristão se pode furtar à regra de rezar à miúdo. Ora, não existe momento mais propício do que o princípio e o fim do dia, para agradecer a Deus, implorar a sua graça e pedir perdão pelas culpas cometidas. O Pai nosso, a Ave Maria e o Creio em Deus Pai, podem, em rigor, satisfazer a prática desse conselho. É recomendável acrescentar os Dez Mandamentos da Lei de Deus e os Cinco Mandamentos da Igreja. Muitos se contentam em se recomendar a nossa boa Mãe do céu, Nossa Senhora, rezando três Ave Marias; e merece, esta prática, todos os louvores. Acrescentamos; para aqueles aos quais possam agradar, algumas fórmulas extraídas do Ofício litúrgico de Prima (Oração da primeira hora: Prima) e amanhã postarei a oração da Noite: Completas.

ORAÇÃO DA MANHÃ: PRIMA

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso Nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Creio em um só Deus, Pai onipotente, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. E em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai, antes de todos os séculos. Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro, de Deus verdadeiro. Gerado, mas não feito, consubstancial ao Pai, pelo qual foram feitas todas as coisas. Ele, por nós, homens, e pela nossa salvação, desceu dos céus. (Aqui todos se ajoelham) E se encarnou por obra do Espírito Santo, em Maria Virgem. E FEZ-SE HOMEM. Foi também crucificado por nós; sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. E ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. Subiu ao céu, está sentado à direita do Pai, de onde há de vir pela segunda vez, com glória, a julgar os vivos e os mortos; e seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, que é Senhor e dá a Vida e procede do Pai e do Filho. E com o Pai e o Filho é juntamente adorado e glorificado, e é o que falou pelos Profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Confesso um Batismo para remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos, e a vida do século futuro. Amém.

V.: Ó Deus, vinde em meu auxílio.
R.: Senhor, apressai-Vos em me socorrer.

Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém. Aleluia.

Da Setuagésima até a Páscoa: Louvor a Vós, Senhor, Rei da eterna glória.

Hino
Já desponta o astro do dia; imploremos a Deus de joelhos. Peçamos-lhe que nos atos deste dia nos preserve de todo o mal!
Ponha um freio à nossa língua, para nos guardar do horror das discórdias! Cubra os nossos olhos, como com um véu, para que não se comprazam nas vaidades.
Guarde-nos bem puro o íntimo do coração, e afaste de nós as seduções deste mundo. E o orgulho de nossa carne seja dominado pela abstinência e pela sobriedade.
Assim, quando o dia chegar a seu declínio, e o curso do tempo trouxer ainda a noite, conservados puros por nossa vida mortificada, cantaremos de novo um hino à sua glória. Glória a Deus Pai, e a seu Filho Unigênito, glória ao Espírito Consolador, agora e por todos os séculos. Amém.

Capítulo
Ao Rei dos séculos, imortal e invisível, ao Deus único, honra e glória pelos séculos. Amém.
R.: Demos graças a Deus.

Responsório breve
V.: Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
R.: Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
V.: Vós, que estais assentado à mão direita do Pai.
R.: Tende piedade de nós.
V.: Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.
R.: Cristo, filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
V.: Erguei-vos, ó Cristo, e socorrei-nos.
R.: Resgatai-nos por amor de vosso Nome.
V.: Senhor, ouvi a minha oração.
R.: E o meu clamor chegue até Vós.

Oremos
Senhor, Deus onipotente, que nos fizestes chegar ao começo deste dia, salvai-nos hoje por vosso poder, a fim de que, no curso deste dia, não nos deixeis cair em algum pecado, mas sempre, nossos pensamentos, palavras e ações se dirijam ao cumprimento de vossa justiça. Por Nosso Senhor, Jesus Cristo, vosso Filho, que, sendo Deus, convosco vive e reina, em união com o Espírito Santo, por todos os séculos. R.: Amém.

V.: Bendigamos ao Senhor.
R.: Demos graças a Deus.

Neste ponto, nas Catedrais e nos Mosteiros, lê-se o martirológio. Podem ser mencionados, segundo o calendário, a festa do dia e os Santos dos quais se fazem memória. Em seguida continua-se:

V.: Preciosa na presença do Senhor.
R.: É a morte de seus Santos.
A Santa Virgem Maria, e todos os Santos intercedem por nós ao Senhor, a fim de que mereçamos ser ajudados e salvos por Aquele que vive e reina pelos séculos. Amém.

V.: Ó Deus, vinde em meu auxílio.
R.: Senhor, apressai-Vos em me socorrer.
V.: Ó Deus, vinde em meu auxílio.
R.: Senhor, apressai-Vos em me socorrer.
V.: Ó Deus, vinde em meu auxílio.
R.: Senhor, apressai-Vos em me socorrer.
Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora, e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.

V.: Senhor, tende piedade de nós.
R.: Cristo, tende piedade de nós.
R.: Senhor, tende piedade de nós.
V.: Pai nosso (em voz baixa).
V.: E não nos deixeis cair em tentação.
R.: Mas livrai-nos do mal.
V.: Volvei, Senhor, os vossos olhos para vossos servos e para vossa obra, e dirigi os seus filhos.
R.: E a vossa indulgência, Senhor, nosso Deus, descanse sobre nós; dirigi, do alto, as obras de nossas mãos; dirigi o trabalho de nossas mãos.
V.: Glória ao Pai, e ao filho e ao Espírito Santo.
R.: Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos. Amém.

Oremos
Dignai-Vos, Senhor Deus, Rei do céu e da terra, dirigir, santificar, reger e governar, neste dia, nossos corações e nossos corpos, nossos sentidos, palavras e obras, segundo vossa lei e no cumprimento de vossos preceitos, a fim de que, aqui na terra e na eternidade, mereçamos, por vosso auxílio, obter a salvação e a liberdade, ó Salvador do mundo, que viveis e reinais pelos séculos.
R.: Amém.

V.: O Senhor onipotente disponha em sua paz nossos dias e nossos atos.
R.: Amém.

Reza-se, conforme o tempo litúrgico, uma das seguintes Lições breves:

Durante o Ano.
Dirija Senhor nossos corações e nossos corpos, no amor de Deus e na paciência do Cristo. E Vós, Senhor, tende piedade de nós.
R.: Demos graças a Deus.

Durante o Advento
Tende piedade de nós, Senhor, porque por Vós esperamos; seja o vosso braço o nosso sustentáculo, desde a manhã, e nosso auxílio no momento da tribulação. E Vós, Senhor, tende piedade de nós.
R.: Demos graças a Deus.

Durante a Quaresma
Procurai o Senhor, enquanto é possível achá-Lo; invocai-O enquanto está perto. E Vós, Senhor, tende piedade de nós.
R.: Demos graças a Deus.

Durante o Tempo da Paixão
Não desviei minha face dos que injuriavam e cuspiram em mim. O Senhor Deus é meu auxílio, e por isso jamais serei confundido. E Vós, Senhor, tende piedade de nós.
R.: Demos graças a Deus.

Durante o Tempo Pascal
Se ressuscitastes com o Cristo, procurai as coisas do alto, onde o Cristo está assentado à direita de Deus. Desejai as coisas do céu e não as que estão sobre a terra. E Vós, Senhor, tende piedade de nós.
R.: Demos graças a Deus.
V.: Nosso socorro está em Nome do Senhor.
R.: Que fez o céu e a terra.
V.: Abençoai-nos.
R.: Ó Deus.

Bênção
O Senhor nos abençoe (faz-se o sinal da Cruz), nos preserve de todo o mal e nos conduza à vida eterna. E as almas dos fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em paz.
R.: Amém.

ANGELUS e REGINA CAELI

Salve Maria,

Para a 9ª postagem da série trago agora, o "Angelus" e o "Regina Caeli"; que estão contidos na pg. 201 do Apêndice do Missal Quotidiano, editado e impresso no dia 13 de junho de 1957 pela Tipografia Beneditina Ltda., Salvador - Bahia.
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ANGELUS E REGINA CAELI


Uma indulgência de 100 dias, todas as vezes que é recitado com devoção e coração contrito. Uma indulgência plenária uma vez ao mês, nas condições ordinárias, para os fiéis que, ouvindo o sino, o rezam pela manhã, ao meio-dia e à noite. No Tempo Pascal, desde o domingo de Páscoa até a noite do sábado antes da SSma. Trindade, esta Oração é substituída pelo Regina Caeli.

ANGELUS

V.: O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R.: E ela concebeu do Espírito Santo.

Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

V.: Eis aqui a serva do Senhor.
R.: Faça-se em mim segundo a vossa palavra.

Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do 
vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

V.: E o Verbo de fez Carne.
R.: E habitou entre nós.

Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

V.: Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
R.: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

OREMOS: Infundi, Senhor, em nossas almas a vossa graça, para que nós que conhecemos pela anunciação do anjo a Encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, cheguemos por sua Paixão e Cruz, à glória da Ressurreição. Pelo mesmo Jesus Cristo, Senhor Nosso.
R.: Amém.

***

REGINA CAELI

Rezam-se de pé esta Antífona e a Oração e ganham-se as mesmas indulgências do Angelus.

Rainha dos céus, alegrai-vos, aleluia!

Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio, aleluia!

Ressuscitou como disse, aleluia!

Rogai a Deus por nós, aleluia!

V.: Regozijai-vos e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia!
R.: Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia!

OREMOS: Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição de vosso Filho, Nosso senhor Jesus Cristo, concedei-nos que por sua Santa Mãe, a virgem Maria, alcancemos os inefáveis gozos da vida eterna. Pelo mesmo Jesus Cristo, Senhor nosso.
R.: Amém.